Café Solidário

Com o objetivo de analisar o atual momento da EcoSol no Brasil, bem como de apresentar propostas deste movimento ao Governo Federal, a Frente  Parlamentar de Economia Solidária  – FPES – em conjunto com o Fórum Brasileiro de Economia Solidária  – FBES, realizaram no último dia 22, no Plenário 11 do Anexo II da Câmara dos Deputados, um café solidário.

Na ocasião, além de serem servidos deliciosos produtos provenientes da economia solidária do cerrado, foram discutidas algumas importantes pautas ao movimento da EcoSol, com destaque para:

 

  • As contribuições da Economia Solidária à Erradicação da Pobreza Extrema e ao Desenvolvimento Territorial, Sustentável e Solidário;
  • As leis de interesse à Economia Solidária: a Lei da Política Nacional da Economia Solidária, Lei de Finanças Populares;
  • A Política de Economia Solidária no governo Dilma: perspectivas da criação da Secretaria Especial de Economia Solidária;

 

Trata-se de uma iniciativa que, sobretudo, faz jus às conquistas que o movimento da Ecosol tem alcançado no Brasil.

Ao longo das últimas duas décadas, a Economia Solidária se fortaleceu social e economicamente, principalmente por ser estratégia eficaz para a erradicação da pobreza e da miséria. Nesse sentido, ela [a EcoSol] vem assumindo, cada vez mais o papel de importante alternativa de geração de trabalho e renda para milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

Tanto que, nos últimos anos, o movimento ampliou sua base de empreendimentos (22 mil EES); organizou-se em fóruns locais de economia solidária (137 fóruns locais que compõem o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, espaço de organização do movimento), associações representativas e redes de cooperação; aumentou a quantidade de entidades da sociedade civil de fomento e assessoria (500 entidades que atuam nos fóruns locais); articulou-se com o movimento sindical; estabeleceu relações com outros segmentos e movimentos sociais, tais como de mulheres, agroecologia, comunidades e povos tradicionais, tecnologias sociais e cultura.

Além disso, foi incorporada como política pública em centenas de municípios e em 18 estados. No âmbito acadêmico, tornou-se objeto de ensino, pesquisa e extensão em mais de 100 universidades em todas as regiões do Brasil.

No campo político, fortaleceu-se com a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária; foi reconhecida e incentivada no governo do Presidente Lula, com a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES/MTE; conquistou o Conselho Nacional de Economia Solidária  e organizou duas Conferências Nacionais de Economia Solidária (envolvendo mais de 37 mil pessoas);

Ademais, articulou a incorporação da economia solidária em programas de diversos Ministérios em áreas como a segurança alimentar, territórios da cidadania, agricultura familiar, saúde mental, inclusão produtiva, política de resíduos sólidos e segurança com cidadania (PRONASCI), dentre outras; ressaltando-se a criação, por meio de decreto presidencial, do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário, que tornou o Brasil o primeiro país no mundo a regulamentar este setor.

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Governo estuda intercâmbio com Uruguai na reciclagem de plástico

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio da Secretaria de Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequena Empresa ( Sesampe), está por encaminhar o primeiro termo de cooperação internacioanl entre empreendimentos econômicos solidários. O acordo visa a criação de sinergias entre empreendimentos brasileiros e uruguaios. O titular da Sesampe, Maurício Diedricki, chefiou a missão em Montevidéo.

O objetivo geral do projeto é o de incrementar o beneficiamento de rejeitos plásticos, principalmente garrafas PET, transformando-os em tecidos e manufaturas. Assim, espera-se envolver cooperativas gaúchas de costura e reciclagem com a Coopertêxtil de Minas Gerais e com a Cooperativa Industrial Maragato do Uruguai.

Mais informações no site da SEDAI: http://www.sedai.rs.gov.br

 

Economia Solidária ganha papel importante em destacado projeto da Prefeitura de Bagé – RS.

No ano de seu bicentenário, a Prefeitura Municipal de Bagé, através de sua Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, apresenta um audacioso projeto de desenvolvimento socioeconômico com o objetivo de proporcionar formação, qualificação, geração de trabalho, renda e emancipação econômica aos jovens em conflitos com a lei ou em situação de vulnerabilidade à violência, suas famílias e comunidades com risco social e econômico.

O projeto que visa à construção de um complexo de empreendimentos de economia solidária como forma de criar um ambiente socioeconômico propício à emancipação de jovens socialmente marginalizados possui como foco prioritário um território caracterizado justamente pelos seus altos índices de vulnerabilidade social. Trata-se, portanto, de uma iniciativa de grande quilate a concorrer para o desenvolvimento não apenas do município de Bagé, mas de boa parte da região da campanha.

Dessa forma, entre os dias 02 e 03 de fevereiro, representantes da equipe técnica do NEATES-RS, em conjunto com outros técnicos da OSCIP GUAYÍ, reuniram-se com a secretária Magda Flores, idealizadora do projeto, e com demais secretários da Prefeitura Municipal, para a discussão de um Plano de Trabalho que traz a Guayí e o NEATES-RS como colaboradores da ação. Na ocasião, foram esboçadas as primeiras linhas de um plano que pretende dar forma a um projeto de conteúdo incontestável.

De uma maneira geral, o NEATES-RS avalia o projeto como uma iniciativa singular, capaz de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região e para a redução da violência nas comunidades envolvidas (por certo), mas principalmente como uma poderosa ferramenta para sublevação social de sujeitos dotados de um conjunto de capacidades, muitas vezes a espera de serem descobertas.

Assim, o projeto do KM 21 assume ares de um veículo que pode levar centenas de jovens em situação de vulnerabilidade social a enveredar pelo empolgante caminho dos sonhos de desenvolvimento profissional. É como se abrir uma trilha numa mata fechada, uma trilha que conduza esses jovens, e seus familiares, a senda de projetos, conquistas e progressos pessoais que uma vida digna é capaz de oferecer. Uma trilha que a dinâmica de uma sociedade desigual vem obscurecendo, senão para a maioria destes jovens.

Em suma, é com grata satisfação que a equipe técnica do NEATES-RS se envolve no projeto que desenhou o complexo de formação e qualificação de empreendimentos de economia popular solidária – KM 21 – no município de Bagé/RS. E é com muito trabalho que pretende realizar sua parcela de contribuição neste grandioso desafio.

Trabalhadoras da Tuca cada vez mais solidárias

Grupo de trabalhadoras, integrante da Rede Industrial de Confecção Solidária – RICS, estão aumentando o grau de solidariedade e respeito mútuo.

Na última quarta-feira, 11 de agosto, a equipe do NEATES-RS esteve reunida com um grupo de mulheres que tem demonstrado um comprometimento cada vez maior com os princípios fundamentais da economia solidária. De acordo com o testemunho das próprias trabalhadoras, as relações pessoais e, consequentemente, o ambiente de trabalho, melhoram na medida em que a solidariedade e o respeito mútuo passam a pautar o convívio no empreendimento.

A transparência que daí resulta é peça chave na construção de um processo autogestionário eficiente e democrático. A partir disso, a expectativa é a de que o empreendimento possa alcançar os objetivos traçados coletivamente, nos quais se pode ressaltar o crescimento baseado na diversificação da produção.

Os sorrisos comprovam: o ambiente de trabalho está cada vez melhor!

Neates-RS em Livramento

O Neates-RS esteve em Santana do Livramento para visitar a Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Fiação e Tecelagem de Santana do Livramento – COOFITEC. Antigo Lanifício Albornoz, a cooperativa é administrada pelos trabalhadores e trabalhadoras que, mesmo após a falência da empresa onde trabalhavam, continuaram a acreditar no valor de seu trabalho.

A COOFITEC, portanto, é um empreendimento recuperado por homens e mulheres que nunca dixaram de acreditar na força e no valor do trabalho enquanto mola propulsora do desenvolvimento socioeconomico, principalmente quando este é realizado de forma democrática e solidária.

De uma maneira geral, pode-se afirmar qua a COOFITEC é reflexo da perseverança e dos ideais de trabalhadores e trabalhadoras que acreditam na cooperação e no trabalho associado como forma de sobrevivência. Entretanto, a equipe técnica do NEATES-RS pôde confirmar que, além da autogestão e da cooperação, o empreendimento da região da campanha também é um potencial inovador.

Nesse sentido, o estoque de conhecimento formado pelas competências acumuladas e desenvolvidas por parte de trabalhadores e trabalhadoras com larga experiência no trabalho com a lã, aliadas a um ímpeto inovador, tem sido capaz de gerar soluções de grande futuro para o emprendimento, com a criação de novos produtos, novos insumos e até mesmo com a implementação de uma promissora via de diversificação produtiva.

A visita à COOFITEC mostrou que a Economia Solidária é capaz de gerar a inovação endógena, principal centelha dos processos de desenvolvimento local.

Rio Grande do Sul elege 168 delegados/as à II Conferência Nacional de Economia Solidária

Porto Alegre sediou, no último sábado (8), a II Conferência Estadual de Economia Solidária (II CONAES), elegendo 168 delegados e delegadas à etapa nacional, a delegação com o maior número de representantes na etapa nacional da II CONAES, que se realizará entre os dias 16 e 18 de junho, em Brasília. A Guayí referendou 10 nomes, sendo cinco pelo segmento Entidades de Fomento e Apoio à Economia Solidária e cinco pelo segmento Empreendimentos Econômicos Solidários.

Vale destacar o alto grau de mobilização e a qualidade dos debates que ocorreram em todo o Estado, com a realização de 11 encontros regionais preparatórios à etapa estadual e a eleição de 422 delegados/as. O resultado, além de uma eleição por consenso dos representantes à II CONAES, foi a aprovação de aproximadamente 200 propostas que serão encaminhadas pelo Rio Grande do Sul à Conferência, entre elas, a criação do Ministério da Economia Solidária.

Visita à Sagrada Família discute projeto de desenvolvimento local

Nesta quinta, 06/05, a equipe técnica do Neates/RS encerrou mais uma visita ao município de Sagrada Família, na região Noroeste do Estado. As atividades, que se iniciaram na segunda-feira, integraram uma agenda qualificada que, em parceria com prefeitura local, incorreram em ações relevantes para diversos empreendimentos econômicos solidários no município.

Do trabalho, ficaram delineados os primeiros traços para um plano de desenvolvimento territorial com base na qualificação e dinamização do tecido produtivo local, mas, principalmente, apoiado num modelo de produção coletiva e fortemente comprometido com a preservação ambiental, uma das carências mais comuns a todos os territórios especializados na cultura da soja. Com isso, procura-se encontrar um caminho, baseado nas ações coletivas e solidárias, para o fortalecimento da agricultura familiar e, principalmente, para a construção de um modelo de desenvolvimento diametralmente oposto àquele que vem produzindo efeitos degradantes ao meio ambiente e à renda dos pequenos agricultores locais. O que reflete, entre outras coisas que, tais ações, estão sendo pensadas em conformidade com alguns dos principais pilares da economia solidária, além de, muito provavelmente, assumirem um caráter inovador no Estado e quiçá, no Brasil.

As agendas que transcorreram em Sagrada Família na primeira semana de maio, além de envolverem os diversos EES atendidos pelo Neates/RS, ainda articularam encontros importantes com a EMATER local e com a agência do Banco do Brasil de Palmeira das Missões, de onde se espera protagonismo no referido projeto de desenvolvimento local.

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